Movidos pelo Espírito

No âmbito das comemorações do centenário das Assembleias de Deus, a celebrar no próximo mês de Junho, estivemos à conversa com o Pr. Paulo Branco, autor de duas obras que serão apresentadas por ocasião dos cem anos do Movimento em Portugal

DNM – Pode falar-nos sobre os livros editados? A quem se destinam?

PB - O primeiro livro é uma pequena biografia de todos os obreiros que trabalharam na nossa Convenção desde 1913 até 1986, assim como um pequeno historial das Convenções. O segundo livro é uma história das Igrejas do Movimento das Assembleias de Deus em Portugal, e está dividido geograficamente por distritos. Maiormente, destina-se a crentes assembleianos e também a quem deseje conhecer-nos.

DNM – Trabalhou sozinho neste projecto ou teve o apoio de outras pessoas, nomeadamente os pastores das igrejas locais?

PB - Claro que a ideia foi minha, é um sonho de muitos anos, mas tive ajuda de várias pessoas, especialmente na catalogação de materiais assim como na pesquisa.

DNM – Tratando-se de duas obras distintas, uma de natureza biográfica e outra documental, foi trabalhosa a tarefa de reunir os elementos necessários?

PB - Este é um trabalho que iniciei há cerca de 20 anos e fui recolhendo informações. Entretanto criei o CIMAD, Centro de Investigação e Museu das Assembleias de Deus, há cerca de 6 anos, que hoje têm um espólio interessante.

DNM – Algum dos livros lhe deu uma particular satisfação ao escrever?

PB – Ambos me deram muita satisfação pois, a cada dia, fui descobrindo elementos interessantes sobre pessoas que conhecia e outras que desconhecia mas não menos interessantes e que foi como se fizesse uma viagem pela história do nosso movimento.

DNM - Embora já tenha algumas obras escritas, nomeadamente sobre missões, sente  que escrever sobre a vida de um Movimento que completa cem anos constituiu um desafio para si?

PB - Foi e continua a ser um desafio, pois faltam muitas fontes primárias e isto obriga a muito correio electrónico, muitos telefonemas, muitas leituras, muita investigação.

DNM – Como qualquer desafio, para superá-lo é necessário vencer alguns obstáculos. Na preparação dos livros certamente que encontrou alguns pela frente? De que natureza?

PB - O maior obstáculo foi a desorganização, a falta de informação, e muitas pessoas não se lembrarem de muitos factos históricos.

DNM - Entre consultar fontes, fazer telefonemas de última hora, reunir-se com os editores, sente-se realizado e satisfeito pelo dever cumprido?

PB - Alguma satisfação mas, ao mesmo tempo, impotência pois estou consciente de que alguém ficou para trás, não porque eu quisesse mas por causa da falta de informação, e em muitos casos, não consegui nem sequer pistas para alcançar o meu desejo.

DNM – Os livros serão colocados à disposição do público no próprio dia do evento? Quem não tiver a oportunidade de os adquirir nessa altura, onde poderá comprá-los?

PB - O primeiro vai ser apresentado na Convenção e também no aniversário. O segundo, penso que ainda este ano. O primeiro é as Edições Novas de Alegria e está disponível através da CAPU.

Espaço Lusofonia



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