Espaço Lusofonia

São Tomé

Designação oficial: República Democrática de São Tomé e Príncipe

Capital: São Tomé, onde se concentra cerca de 40% da população

População: Ronda os 150 mil habitantes

Outras cidades Importantes: Santo António, Santa Cruz, Neves

Data da Actual Constituição: Publicada a 29 de Janeiro de 2003 em Diário da República. Tornou-se independente em 12 de Julho de 1975. As primeiras eleições livres ocorreram a partir do ano de 1990.

Língua: A língua oficial é a portuguesa. Também se fala o forro, o crioulo Cabo-Verdiano, o angular e quimbundo falado pelos escravos angolanos, e a linguié falada na ilha do Príncipe.

Unidade Monetária: Dobra

Recursos económicos: A principal actividade económica é a agricultura, de onde provém o cacau, o óleo de palma, o café e o coco, para além da pesca. A descoberta recente de jazidas de petróleo nas suas águas pode constituir uma importante fonte de receitas. O governo de São Tomé aposta também no desenvolvimento do turismo, onde não faltam praias agradáveis.

Página Oficial da república de São Tomé e Príncipe em Lisboa

http://www.emb-saotomeprincipe.pt/

Portal do Governo

http//www.gov.st/

 

SITUAÇÃO RELIGIOSA

Factos Históricos

1. O início do Evangelho nas Ilhas

A história do evangelho está muito ligada ao período da colonização, denominado de ciclo de cacau, daí transitando para o ciclo de cana-de-açúcar à de cacau. Foi nesta altura em que o país atingiu a fase mais importante da sua economia, tornando-se um dos maiores exportadores de cacau nessa altura.

Com o preço do cacau a atingir níveis muito elevados, a escassez de mão-de-obra barata para trabalhar nas roças obrigou os colonos portugueses a contratar pessoas vindas de Angola, Cabo Verde, Gabão, Guiné e Moçambique.

É neste enquadramento que surgem os escravos angolanos convertidos ao Evangelho, numa altura em que o catolicismo predominava. Estes, por sua vez, não deixaram morrer a sua fé, pelo contrário, foram anunciando a Palavra de Deus, embora clandestinamente, não obstante as agruras da escravidão.

Nessa altura não havia espaços cobertos, vulgo templos ou casas de oração onde os crentes se pudessem reunir. Os cultos eram feitos nos bosques, a céu aberto, clandestinamente, com as pedras a servir de bancos, que no final das reuniões eram removidas para não deixar qualquer vestígio da presença dos crentes no local. A falta de condições, no entanto, não impedia que a igreja fosse crescendo.

Posteriormente chegaria às ilhas o Pastor Rogério da Conceição Silva, de nacionalidade portuguesa, juntando-se-lhe mais tarde os pastores angolanos, Sebastião Rodrigues e Júlio Muemba, o último dos quais teria o privilégio de inaugurar o primeiro templo no dia 1 de Junho de 1962. Este tempo ficou conhecido como o “período dos angolanos”, daí resultando as primeiras conversões ao Evangelho, sendo de destacar nomes tais como: Maria dos Anjos e Aires de Carvalho, casados, sendo o marido de nacionalidade angolana e a esposa santomense. Dois outros nomes aparecem como tendo sido muito usados por Deus em São Tomé, Albuquerque e a sua esposa, irmã de Maria dos Anjos.

No ano de 1965, é enviada uma carta para Portugal a solicitar a ida de um missionário para as Ilhas. Nesse mesmo ano, parte de Portugal com destino a São Tomé o missionário Manuel Gonçalves Costa, juntamente com a sua esposa Felicidade e os seus filhos, sendo recebidos à chegada pelo ancião Sebastião D’Alva Teixeira.

Com a chegada do missionário Manuel Costa, a igreja entrou numa nova fase, particularmente no que respeita aos aspectos organizativos da mesma, com a introdução de actas das reuniões, registo de membros batizados, entre outros aspectos. O templo também foi sujeito a remodelação, ficando mais funcional e adequado ao serviço de culto, com batistério, púlpito, entre outros. Procedeu-se ainda à construção da residencial pastoral na capital, bem como outras construções, nomeadamente casas de oração em Montalvão, Almas, Desejada, Boa Morte e várias outras.

Entre 1970 e 1972, outros pastores dirigiram a igreja, nomeadamente o Pastor Manuel Joaquim Fernandes, e Eusébio Tomás, que ali trabalhou por um curto espaço de tempo. De 1974 a 1978, o trabalho nas ilhas foi conduzido pelo missionário Delfim Cordeiro, que haveria de proceder à transferência de poderes eclesiásticos para os obreiros santomenses. Com o regresso a Portugal do missionário Delfim Cordeiro, cessou um período da história das Assembleias de Deus naquele arquipélago, dando lugar a uma nova etapa da vida da igreja ali, primeiro por intermédio do Pastor Elísio dos Santos, posteriormente através do Pastor Anselmo, de 1980 até Março de 1982. Seguiu-se o Pastor Gil Quintas da Graça, que pastoreou a igreja desde Junho de 1982 até ao início de 1990, altura em que assumiu a responsabilidade pelo trabalho ali o Pastor Cândido Afonso, permanecendo ainda hoje como Pastor presidente.

Alguns números demonstram o progresso verificado na obra de Deus ali. Cerca de 14 irmãos, com diferentes ministérios, servem a igreja do Senhor em todos os distritos. Foram criados departamentos, nomeadamente na área de Evangelização, Escola Dominical, Visitação, Música, Cooperadores, entre outros. Pela graça de Deus o trabalho tem progredido, acrescentando o Senhor à Sua igreja novas pessoas, das quais cerca de 50 são baptizadas anualmente.

Fonte: Foram consultadas diversas fontes na elaboração deste texto

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