Abel Tomé - Substituir a Bíblia

Com a proliferação de seitas religiosas, são cada vez mais os incautos que ficam enredados nas suas doutrinas e ensinamentos. Algumas têm-se tornado populares ao ponto de atraírem figuram públicas, tais como os actores de cinema Tom Cruise e outros.

 

Uma das características das seitas ou dos novos cultos, é que usualmente subvertem a Palavra de Deus, ou pura e simplesmente a anulam das suas práticas e crenças. Exemplo disso é a Igreja da Unificação, cujos membros acreditam que “O Princípio Divino” do seu mentor Sun Myung, é a Bíblia de hoje. Outras, como o Hare Krisshnas, reivindicam ser os seus escritos compatíveis com a Bíblia.

 

Muitos de nós recordamos certamente o trágico acontecimento que vitimou cerca de 900 pessoas, seguidores de Jim Jones, responsável pela sua morte por envenenamento, depois de lhes ter anunciado o fim do mundo. No rescaldo deste horrível incidente, um dos militares americanos responsáveis pela remoção dos corpos disse: “Em todo o acampamento, não foi encontrado um só exemplar da Bíblia”.

 

Este incidente teve lugar na Guiana Francesa, no ano de 1978. Mas não é um caso único de extremismo religioso. Em 1997, uma seita conhecida por “Portão do Céu”, uma autêntica salada que incluía ocultismo com fanatismo religioso, induziu 40 seguidores ao suicídio.

 

Deus nos livre de substituirmos a Palavra de Deus do centro dos nossos cultos, da nossa pregação, dos nossos púlpitos, do seio da nossa família. Sempre que se refere à Palavra de Deus, Billy Graham não se cansa de enfatizar:  “A minha Bíblia diz…”. Eu temo que parte daquilo que hoje se diz a partir dos púlpitos, não seja tanto o que a Bíblia diz, mas que se esteja a transmitir e a enfatizar pareceres pessoais, de outros ou do próprio que está no uso da Palavra.

 

Será que a Bíblia tem tendência a ser substituída entre nós? É verdade que a Palavra de Deus jamais poderá ser aniquilada, como muitos já o procuraram fazer. Contudo, pode vir a perder a sua influência e corremos o risco de ver tal acontecer com mais frequência. Quando ela deixa de ser “Lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho” (Salmo 119:105), e única regra de fé e conduta, então estaremos muito próximo do declínio.

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