Um dos materiais que preparamos com mais cuidado e ternura é o berço de um filho que vai nascer. Tudo fazemos para que seja confortável, adaptado ao seu tamanho e às suas necessidades. São lençóis macios, decorados ou bordados, cobertores quentes, colcha de cor suave, tudo bem acondicionado num berço.
Não teve um berço
Ao nascer, Jesus não teve um berço. De facto, a Maria e a José não foi possibilitado um lugar numa qualquer estalagem em Belém. Tiveram de improvisar um espaço para ficar, apressadamente. Por isso Maria envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura – o tabuleiro onde se colocava a comida para os animais da estrebaria.
Não teve um barco
Não teve um jumento
Para entrar em Jerusalém Jesus não possuía um jumento. Teve de o pedir emprestado, dizendo: “Ide à aldeia , que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que nenhum homem ainda se assentou: soltai-o e trazei-o ; e, se alguém vos perguntar: Porque o soltais? Assim lhe direis: Porque o Senhor o há-de mister.” (Lucas 19:30,31)
Não teve uma casa
Certa vez um escriba abordou Jesus manifestando-lhe a sua determinação de o seguir. Ele alertou-o de imediato para o facto de o conforto diário de uma casa não estar garantido. “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” (Mateus 8:20).
Não teve uma sepultura
Foi José, um homem rico de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, que pediu o corpo a Pilatos e ofereceu a Jesus o seu próprio sepulcro. “E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol, e o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se.” (Mateus 27:59,60).
Teve uma cruz
A cruz foi sua. Exclusivamente sua. Foi-lhe designada e ninguém a pôde receber em Seu lugar. Tomou-a voluntariamente por amor a nós.
Preço elevado
O preço que pagou por nós foi muito caro. “Nenhum deles, de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele (pois a redenção da sua alma é caríssima, e os seus recursos se esgotariam antes). Salmo 49:7 e 8.
S: Paulo lembra-nos igualmente : “Fostes comprados por bom preço.” (I Coríntios 6:20, 7:23).
Foi incitado a deixá-la:
Por um dos seus discípulos que lhe recomendou, ao ser informado acerca de Jesus sobre a morte que Lhe iria suceder:”Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.” (Mateus 16:22b).
Pelos príncipes dos Judeus que, fazendo troça d’Ele diziam: “Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus.” (Lucas 23:35).
Pelos soldados romanos que diziam: “Se és o Rei dos judeus salva-te a ti mesmo.” (Lucas 23: 37).
Um dos malfeitores crucificados blasfemava e exigia: “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.” (Lucas 23:39b)
Pessoas que por ali passavam diziam-lhe: “Salva-te a ti mesmo e desce da cruz.” (Marcos 15:30).
A cruz não era de outros
Barrabás não poderia levar a cruz, embora Pilatos tenha sugerido a possibilidade de soltar Jesus ou Barrabás. Aquela era uma cruz de expiação.
Simão, o cireneu, carregou a cruz por algum tempo, mas aquela cruz não era para ele.
Maria estava junto à cruz, mas a cruz não era para ela.
João estava junto à cruz, mas a cruz não era para ele.
A cruz pertenceu-Lhe
A cruz ao centro estava destinada ao único justo. A própria esposa de Pilatos o admitiu ao aconselhar o seu marido dizendo: “Não entres na questão desse justo.” (Mateus 27:19). O justo iria padecer pelos injustos para levar-nos a Deus. O Santo iria morrer pelos pecadores, o Inocente pelos culpados.
“Suportou a cruz, desprezando a afronta”. (Hebreus 12:2). “Com os malfeitores foi contado.” (Lucas 22.37)
Ele foi o nosso substituto. Fez-se maldito para que nós fôssemos benditos. Não desceu da cruz para que nós pudéssemos subir ao Céu.
“E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2:8).
Convite
Hoje Ele convida-nos a segui-l’O, caminhando com Ele na Luz.
“Se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (I João 1:7, 8 e 9).
Não existe amor maior! Um amor que O leva a dar a vida por todos. “Mas Deus prova o Seui amor para connosco , em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8). É por isso que decidimos segui-l’O!
Miguel Francisco Coias
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