Referência Bíblica: II Timóteo 1:5.
Quando Paulo escreve a sua segunda carta a Timóteo, faz questão de lembrar ao seu filho na fé a influência espiritual que ele havia recebido daquelas que foram as suas principais mentoras, a avó Loide e a mãe Eunice. O contributo destas duas mulheres na educação de Timóteo, que o apóstolo enaltece, vem reforçar o papel que as mães desempenham na formação espiritual dos seus filhos.
A Influência começa no lar
Educar os filhos hoje, sujeitos que estão a tantas influências, torna o papel dos educadores e particularmente dos progenitores cada vez mais difícil. O lar, no entanto, continua a ser o espaço por excelência para incutir desde cedo nos filhos os valores que desejamos sejam por eles observados pela vida fora, de natureza espiritual, social, cultural, entre outros. Paulo reconhece a importância da aprendizagem da vivência dos princípios da fé cristã logo na fase inicial da vida do homem, claramente expressa numa outra ocasião da sua carta: “…desde a infância conheces a Sagrada Escritura” (II Timóteo 3:14,15). Embora alguns advoguem que certos aspectos da formação dos filhos, como a educação religiosa, por exemplo, sejam deixados para uma fase posterior da sua vida quando já tiverem adquirido autonomia para decidir por si próprios, a Bíblia contraria essa ideia: “Ensina ao menino o caminho que deve seguir, e assim, mesmo quando for velho, não se afastará dele”(Provérbios 22:6). Note que aqui temos não só um conselho como também uma promessa. Sendo de ascendência judia, tanto Loide como Eunice estavam familiarizadas com as Escrituras (Deuteronómio 11:18,19) e conheciam a importância que estas representavam na educação dos filhos. Sabiam que colocar um bom fundamento na sua vida constituía uma mais-valia para um crescimento forte e duradoiro.
Um Exemplo a seguir
O poder do exemplo está bem patente nas palavras de Paulo quando diz: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. É deveras encorajador para nós observar o excelente exemplo de fidelidade que estas duas mulheres manifestam. Em primeiro lugar, na transmissão de valores espirituais: “…Sabes bem de quem o aprendeste…”, “mantém-te firme naquilo que aprendeste e aceitaste pela fé” (II Timóteo 3:14). Depois, na fé que manifestavam. Que espécie de fé era esta? Uma fé convicta. O próprio apóstolo dá testemunho dela: “como a que tiveram antes de ti a tua avó Loide e a tua mãe Eunice”, ou seja, uma “fé sem fingimento”, a mesma que Timóteo demonstrava e que Paulo podia comprovar (II Timóteo 1:5). A isto se pode chamar fé transgeracional, que passa de pais para filhos: Loide, Eunice, e Timóteo. Este é o tipo de fé que está enraizada na Palavra, o mesmo que os nossos lares devem possuir. Conta-se que um chefe Africano desejou saber em que residia o segredo da grandeza dos Britânicos. A Raínha Vitória, levantando uma Bíblia na sua mão disse: “Digam ao chefe que este livro, a Bíblia, é o segredo da nossa grandeza”.. Estamos nós a cumprir este desiderato? Com é que podemos passar esta fé genuína às futuras gerações? Começando precisamente no lar que o Senhor nos confiou e que temos a responsabilidade de edificar.
Algumas lições a aprender
- Mesmo um só progenitor ou até os avós podem ter grande influência no seio de uma família.
- As escolhas que fizermos como pais certamente que vão influir na qualidade de vida dos nossos descendentes.
- A comunicação da fé pode ser feita de várias formas, preferencialmente através de ensino pessoal e de demonstração prática (Deuteronómio 6:6,7).
- As sementes de fé que hoje semeamos na vida dos nossos filhos, não só darão fruto, hão-de ser reconhecidas e servirão como exemplo a seguir: “A fé dos quais imitai” (Hebreus 13:7).
- Não deleguemos nos outros a responsabilidade de educar os filhos, nem mesmo nas questões espirituais. Estejamos atentos àquilo que os nossos filhos aprendem: “é útil, proveitoso, de boa fama, existe alguma virtude, é digno de louvor?” Pense nisso. (Filipenses 4:8).
Sugestão de leitura
A Bíblia pode ser usada de uma forma muito criativa na educação dos filhos. Vários livros têm sido escritos para ajudar os pais que se sentem mal preparados nessa tarefa. “O Caminho para o Filho Andar – Como usar as Escrituras no treinamento dos filhos”, de Lou Priolo, contém imensos conselhos práticos para quem deseja fazer uma aplicação prática de Deuteronómio 6:6,7.
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