João 8:1-11
Os Judeus eram exímios em encontrar motivos que pudessem servir de pretexto para causar algum embaraço a Jesus. Desta vez a arma de arremesso usada foi uma mulher, trazida à Sua presença pelos escribas (ensinadores da lei) e fariseus sob a acusação de adultério. Mestre, disseram eles, “esta mulher foi apanhada, no próprio acto, adulterando”. E prosseguiram, fazendo questão de lembrar a Jesus que a lei de Moisés (Levítico 20:10) ordena que em tais casos a morte seja o castigo para um crime desta natureza. A acusação estava bem fundamentada, pois estava de acordo com a lei. Porém, havia um pequeno problema: o homem que com ela cometeu adultério não estava ali. Era suposto ambos serem mortos por este pecado! Será que os judeus estavam a encobrir alguém dos deles? Na realidade, aquilo que eles pretendiam era forçar Jesus a incorrer nalguma irregularidade de forma a poder acusá-lo (v.6), criando o ambiente propício para que legalmente pudessem matá-lo. Fique connosco para saber como Jesus lidou com esta situação.
Uma lição memorável
A estratégia estava montada. Conhecedores que eram da lei, pelo menos ao nível intelectual, embora pouco receptivos à ideia de misericórdia, estes homens de coração duro e insensível pensaram que tinham encostado Jesus à parede. Na sua mente, se Jesus simplesmente deixasse a mulher ir-se embora, poderia ser visto como brando para com o pecado, logo contrariando a lei e a autoridade de Moisés, dando azo a que os Judeus o tomassem por herege. Se, por outro lado, condenasse a mulher, lá se iria a reputação de homem bondoso que andou por aí a fazer o bem, conhecido por ser “amigo de publicanos e pecadores”. Parece que nada daquilo que Jesus pudesse dizer o livraria desta situação embaraçosa. Porém, Jesus nada disse. Sereno, curvou-se e com o dedo escreveu no chão, aparentemente ignorando-os. Agora, o que escreveu Jesus? Existem várias teorias, nomeadamente que estaria a escrever os dez mandamentos. Porém, tudo o que possa ser dito não passa de mera especulação, pois a Bíblia é omissa quanto a isto. O mistério mantém-se, portanto. Os escribas e fariseus é que não desarmavam, continuando a questioná-lo e a forçá-lo a responder. Então, levantando a cabeça disse-lhes: “Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela”, inclinando-se de novo a escrever (vv.7-9). Será que a lição que o Mestre queria dar-lhes era: “Quem de vocês está livre deste pecado em particular, então que atire a pedra”. É que, o adultério pode ser cometido na mente e no coração tal como com o corpo.
Renasce a Esperança
Ainda Jesus permanecia de cabeça curvada e aqueles hipócritas, como que acusando o toque, sentindo-se expostos um a um foram saindo, ficando somente a mulher. Então Jesus perguntou-lhe: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou”? “Ninguém, Senhor”, disse ela. “Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais”, disse Jesus. Com isto Jesus não estava de modo algum a branquear o seu pecado, ignorando-o. Só que este não era um momento para condenação, porque não foi para isso que Ele havia vindo, mas para sarar feridas e permitir um novo começo aquela mulher. O único que poderia de facto apedrejá-la não o fez. Jesus não lidou com esta mulher na base da letra da lei, como fazem muitos judaizantes ainda hoje, mas usou de compaixão como sempre fazia ao ver as pessoas caminharem de forma errante. Em Cristo esta mulher havia encontrado esperança (v.11), mas dali para a frente tinha que cortar definitivamente com aquilo que a fez refém de uma conduta pouco abonatório (Efésios 2:1-3).
Conclusão
Condenar pessoas ao abrigo da lei era uma especialidade dos fariseus. Jesus, por sua vez, era o Mestre por excelência em restaurar vidas à sombra da sua graça, elevando-as à grandeza (II Coríntios 5:17). Aquilo que Jesus fez na vida daquela mulher pode perfeitamente fazer com qualquer um de nós. Não existem hábitos, práticas, condutas enraizadas na nossa vida que Ele não possa quebrar. Vem a Jesus tal como estás.
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