Alban Douglas - Consagração

Introdução

     A palavra “consagração” é uma palavra do Velho Testamento que significa devoto, separado, dedicado ou colocado à parte para o serviço ou glória de Deus. A palavra aparece duas vezes no Novo Testamento, Hebreus 7:28 e Hebreus 10:20.

     Consagração não significa conversão ou um estado de perfeição sem pecado. Consagração não é necessariamente um impulso repentino ou o desenvolvimento de uma emoção. É dar-nos a nós próprios a Cristo para sempre.

     Não significa necessariamente estar como voluntário no serviço a tempo inteiro. I Crónicas 29:5 diz: “...Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje, voluntariamente, ao Senhor”? O serviço é definitivamente um aspecto da consagração. Basicamente isto deve ser adoração. Consagração é abdicar de estabelecer regras na nossa vida em favor do Rei Jesus.

 

I. O Que é Consagração?

    Consagração envolve dois actos:

    1.  Submeter a minha vontade a Deus – apresentar-me a mim próprio a Deus

    2.  Consagração é o acto de Deus quando ele aceita o sacrifício que eu faço

    Os sacerdotes não se consagravam a si próprios. Arão e os seus filhos submetiam-se meramente. Consagração envolve devotar-me a mim próprio a Deus (Miqueias 4:13); isto envolve separação para Deus (Números 6:12); Também envolve estar separado para o serviço de Deus (Ex.28:3).

 

II. Quem Pode Ser Consagrado?

     Todo aquele que foi limpo pelo sangue de Cristo pode ser consagrado. Todos os que são membros da família de Deus são convidados a consagrar-se a si próprios. Consagração não é exclusiva de grandes, poderosos ou talentosos, mas aberta a qualquer crente. Paulo diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rom. 12:1).

 

III. O Apelo à Consagração – Romanos 12:1 “Pela compaixão de Deus”

       Nós não somos ordenados a vir pela força ou autoridade mas pela Sua compaixão. A nossa consagração não é apresentada pelo medo, mas pelo amor e pela misericórdia

 

IV.  O Acto da Consagração – Romanos 12:1 “Apresenteis os vossos corpos”

       1.  É voluntário. É como dar um presente. Nós não somos forçados a fazê-lo.

       2.  É pessoal “os vossos corpos”. Isto significa as nossas vidas, tudo o que temos.

       3.  É sacrificial, “um sacrifício vivo”. É colocar as nossas vidas no altar, como  

           Abraão apresentou Isaque.

 

V.  O Argumento da Consagração – Rom. 12:1 “Culto Racional”

      Cristianismo inteligente dá a si próprio para o serviço, com alegria e sem reservas.

 

VI. O que é que eu consagro? – Rm. 12:1 “os vossos corpos”

  1. O meu corpo precisa ser entregue a Ele para usar como deseja, através do qual Ele recebe mais glória. Os nossos corpos não são de nós próprios. Eles foram redimidos por Cristo com o seu sangue.

a. Dar-Lhe a nossa força física

    Graças a Deus pela saúde que podemos usar para Ele

b. Dar-Lhe os nossos pés levando a mensagem de misericórdia – tomar o

    Evangelho para qualquer um

c. Dar-Lhe as nossas mãos para fazer as obras de beneficência e levantar aquele

    que falha.

d. Dar-Lhe os nossos olhos para ver o necessitado e aquele que perece

e. Dar-Lhe os nossos ouvidos para escutar o clamor do aflito e alcançá-lo para Ele

  1. Dar-Lhe o meu tempo. O meu tempo de estudo, o meu tempo de trabalho,

      precisa ser considerado como sagrado. Deixa Ele conduzir momento a momento

      este assunto (Ef.5:16; Coloss. 4:5).

  1. Dar-Lhe os meus talentos. Independentemente se tenho um ou dois ou cinco ou

      dez talentos, dá-los todos para Ele

      a. Habilidade para falar, pregar, ensinar, ministrar a Palavra de Deus.

      b. Habilidade para cantar, tocar um instrumento, dirigir um coro ou uma

          orquestra para a Sua Glória.

      c.  Habilidade para escrever livros, poemas, artigos, histórias Cristãs. Escrever

           para Ele.

      d.  Habilidade para orar, para ser um intercessor, um guerreiro de oração.

      e.  Habilidade na liderança e organização. Isto é muito necessário na igreja hoje.

      f.   Habilidade para ser um bom seguidor, assistir outros.

      g.  Habilidade na minha vocação: enfermeiro, professor, electricista, orador.

  1. Dando-Lhe os meus bens. Agradavelmente apresentamos-Lhe o nosso ouro, prata e tudo o que possuímos. Não somente dar-Lhe o dízimo mas dar-Lhe tudo.
  2. Dar-Lhe o meu coração. Isto é o que Ele mais deseja (IICor. 8:5).

Consagração significa dar tudo o que eu tenho ao Senhor, mas dar-me a mim próprio primeiro.

 

VII. Os resultados da consagração – Romanos 12:2

  1. Uma vida que não se conforma com este mundo.
  2. Uma vida que é transformada pela renovação da mente.
  3. Uma vida que vive harmoniosamente na vontade de Deus.
  4. Uma vida que é aceitável.
  5. Uma vida que é boa. Nunca teme as consequências da consagração
  6. Uma vida que é feliz, jovial, vitoriosa, porque é vivida na perfeita vontade de Deus, aquele que me criou e me redimiu com o Seu precioso sangue.

 

Conclusão 

Consagração é um processo. É diário, e momento a momento mesmo nos dias de crise. Uma renovação diária da nossa consagração não é pela carne mas pelo Espírito como um supremo acto de adoração. Agora mesmo, consagra tudo ao salvador.

Alban Douglas “in One Undred Bible Lessons”

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