Texto – II Crónicas 7:14
E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.
Devemos ser práticos ou, pelo menos, tentar pôr em prática o nosso Cristianismo. O Cristianismo é prático. Mt. 7:24.
Aquilo que ouvimos na igreja deve ser colocado em acção.
O Cristianismo, em certo sentido, é um modo, é um estilo de vida – vd Lc.3:11; Mt.5:22, 29, 41; etc.
Aquilo que nós fazemos é influenciado pela fé, pela nossa crença.
Por outro lado, espiritualizamos por vezes em demasia os ensinos bíblicos e esquecemos que vivemos nesta terra que é o local onde devemos mostrar o que somos.
Não basta dizer: devemos fazer ou: que é bom estarmos na presença de Deus, etc., mas temos de pôr em prática e descer um pouco à terra onde vivemos. Vd Mt. 6:21: onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração.
1. A Nossa posição como indivíduos
1.1. Em relação com Deus
A nossa relação com Deus deve estar me ordem e em dia. Ap. 3:20;Mt. 7:7: Jer.
29:13. Não deve ser uma relação abstracta. Há que haver uma relação com a Sua
Palavra – Hb. 1:1. Há que entender o plano da salvação - a dois níveis –
espiritual e material.
1.2. Relação connosco mesmos
1.2.1. Em que conceito nos temos? Será do estilo: sou um desgraçado, um pobre,
um miserável?
- sou o templo do Espírito Santo – I Cor. 3:16
- sou mais do que vencedor – Rm. 8:37
- posso todas as coisas – Fil. 4:13
- sou o sal da terra – Mt. 5:13
- sou a luz do mundo – Mt. 5:14
1.2.2. Violentamo-nos a nós mesmos?
O que fazemos e não fazemos, fazemo-lo por convicção ou por causa das
convenções (religiosas e/ou sociais)? – I Cor. 10:31; Col. 3:17.
1.2.3. Deixamo-nos ser um canal de Deus ou estamos entupidos por causa da
nossa má compreensão das coisas de Deus? – Gl. 2:20; At. 17:28
1.2.4. Temos uma boa formação moral e intelectual – Jo. 1:1 – Logos = razão,
entendimento.
1.3. Relação com a nossa família
Como a tratamos? Violentamos os nossos membros? Há ciúmes? Há suspeitas?
Há respeito? Já se perdeu o respeito mútuo?
Há despeito? Pensamos maduramente quando casamos? Estamos preparados para
cada passo da nossa vida familiar? Preparamos e preparámos os nossos
familiares para esses passos importantes?
Vós, maridos, amai vossas esposas – Ef. 5:25; Col. 3:19; Ef. 5:33.
A Bíblia não fala em tirania mas em amor e sujeição. Fala em amor em sujeição.
Casais mistos (em questão de fé) – como é o testemunho do elemento salvo?
Qual o ensino que ele dá em casa?
Como somos como maridos? Como pais? Como filhos? Como irmãos? Como
esposas? Como mães? Como filhos? Como irmãos?
Como somos como noivos? Como namorados? Como pretendentes?
2. A nossa posição como congregação
2.1. Relação com Deus
Como está ela dentro da congregação? Vimos só buscar ou queremos também
dar? Obdecemos-lhe, no tocante às nossas obrigações?
Quando cantamos, quando oramos, quanto tocamos, quando pregamos, fazemo-
lo para sermos uma bênção, para sermos canal ou para nos exibirmos?
Actuamos para a igreja ou actuamos para Deus?
Quando oramos, como e a nossa oração? – Um ritual, um conjunto de palavras
feitas, de modo que já sabemos de antemão o que o outro vai dizer?
2.2. Relação com os outros
Consideramos os outros como nossos irmãos, como fazendo parte do mesmo
corpo que nós? Respeitamos a individualidade do outro ou queremos que o outro
se paute pela mesma linha que nós? Encaramos o outro com amor ou com
comiseração? Quando o outro falha, ajudámo-lo a levantar-se ou a enterrar-se?
Quando alguém e disciplinado, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para o
recuperar ou votamo-lo pura e simplesmente ao ostracismo? Fechamo-lhe a
porta da comunhão ou dizemos e mostramos que, em qualquer altura, ela está
aberta? Contribuímos para que o número de desviados aumente ou que diminua?
Como é a nossa atitude face aos novos convertidos? Ajudamo-los nas suas
fraquezas ou ajudamos as nossas fraquezas próprias, sentindo-nos
escandalizados com as suas particularidades? Ensinamos-lhes e pregamos-lhes o
Evangelho do Reino ou ensinamos-lhes o Evangelho das nossas doutrinas como
grupo?
Rom. 12:10; Jo. 13:35; I Pd. 2:17; I Jo. 4:21; Jo. 15:12,17: I Pd.1:22
2.3. Relação com o ministério
Consideramos o ministério da nossa congregação como aquilo que deve ser –
um dom de Deus? – Ef. 4:7, 8, 11.
Respeitamos os que nos dirigem na Igreja? Amamo-los? Oramos para que Deus
Dê dons à Sua Igreja? Buscamo-los? Encorajamos e animamos os que o Senhor
Deu à Sua Igreja? Como é a nossa atitude, qual é a nossa oração? Ajudamos ou
Desajudamos?
Obedecei a vossos pastores – Hb. 13:17
Oramos com eles? Ajudamo-los nas suas fraquezas? Com estamos de dons na
Igreja? Como estamos de testemunho, como estamos de pregação?
Só podemos agir como cidadãos, como cristãos no exterior, quando no interior as coisas estiverem em ordem.
O nosso testemunho no exterior deve ser de modo a impressionar e a cativar. A impressionar:
- pelo nosso carácter
- pela nossa visão
- pela nossa abertura de espírito
- pelo nosso amor
- pelo nosso sentido de justiça
- pela nossa cordialidade
- pela nossa compreensão
- pelo nosso não ao fanatismo
- pelo nosso não à religiosidade doentia
- pela nossa rejeição de fórmula e às fórmulas
E isto só se consegue levando nós os dons espirituais dentro de nós.
Jorge Pinheiro
Direcção Nacional de Missões © 2018 | Workmove